O megalançamento, realizado em junho passado, não trouxe o resultado esperado. Menos de um ano depois, a chinesa Xiaomi jogou a toalha e descontinuou a fabricação de smartphones no país - tinha um acordo de terceirização com a Foxconn. Fabricante decidiu ainda que não vai mais lançar novos aparelhos e transferiu boa parte da equipe para a China.
O brasileiro e VP Internacional da Xiaomi, Hugo Barra, no entanto, diz que a decisão não é um 'abandono' do mercado brasileiro. Em entrevista ao Android Pit, ele admite que a empresa vai manter a atuação com dois modelos de entrada Redmi 2 e Redmi2 Pro. Não haverá o lançamento de novos terminais.
E a decisão se apoia, segundo Barra, em duas decisões governamentais: “as mudanças constantes nas regras de fabricação e na tributação para as vendas via e-commerce no Brasil no final de 2015”. Segundo ainda o executivo, a Xiaomi iniciará um programa beta junto aos consumidores brasileiros com a intenção de receber feedback para decidir quais serão os próximos lançamentos da empresa por aqui.
As duas versões do Redmi 2 continuarão sendo vendidas no país, mas de maneira totalmente diferente do que previa o modelo da empresa quando chegou por aqui, que privilegiava apenas a venda direta pela sua loja on-line. Em vez disso, os dispositivos ficarão disponíveis por meio das parcerias locais da Xiaomi, que inclui a Vivo e uma variedade de redes de varejo.
A decisão envolveu ainda a transferência dos setores de Marketing e Social Media do Brasil para Pequim, a Xiaomi ficará basicamente apenas com uma presença virtual em nosso país com a manutenção das seguintes áreas: e-commerce, suporte ao cliente, assistência técnica, logística, finanças e gerência geral.
Mas é fato também que a Xiaomi acreditou que replicaria no Brasill o seu modelo - sem participação das teles e com venda direta pela Internet- sem dificuldades. E isso não aconteceu. A venda pela Internet foi conturbada - os parceiros tiveram dificuldades de infraestrutura e muitos usuários reclamaram da lentidão. E ficar fora do varejo e das operadoras não deu certo. A Xiaomi recapitulou e fechou acordos comerciais. Mas o projeto ficou abalado.

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